Regime tributário não é preferência, é cálculo. A mesma empresa, com o mesmo faturamento, pode pagar valores bem diferentes conforme o regime, o anexo e a composição da folha — e a diferença aparece todo mês, não só no fim do ano.
A escolha vale para o ano-calendário e, na prática, se decide na virada do ano. Por isso a análise é feita com números reais: faturamento dos últimos meses, folha e pró-labore, margem, mix de produtos e serviços, compras com crédito de tributos. Em atividades de serviço, a relação entre folha e receita — o fator R — pode mudar o anexo do Simples e, com ele, a alíquota. Em empresas com margem apertada ou muito crédito de entrada, o Presumido ou o Real às vezes ganham do Simples.
Você recebe a comparação lado a lado, com a recomendação e o que precisa ser feito para mudar — inclusive os prazos, que são curtos e não se recuperam. Se a conclusão for “fique como está”, ela também vem por escrito, com o motivo.